Bazar da Amanu

A partir de agora, a Amanu fará um bazar mensal em parceria com a LAPENG, onde serão vendidos diversos itens à preços baixos para arrecadar recursos para a Amanu e oferecidas oficinas para a comunidade. 

Esse mês, está prevista a assessoria da homeopata Inez Alves na solução de dúvidas de quem está estudando homeopatia para a agricultura e para quem tem interesse em conhecer. Começará às 15hs. Para participar deve-se comprar um mínimo de R$10,00 no bazar.

Também, haverá sorteio da rifa do ventilador de teto que está sendo vendida no Pilates, com a Keyce; uma apresentação sobre a Amanu e estará disponível uma lista de oficinas para que a mais votada seja oferecida no próximo mês.

Participe!


Amanu seleciona colaboradores


Olá pessoal,
A Amanu está selecionando colaboradores para participarem da 3ª Festa do Centro Cultural Comunitário Pacífico Inácio. A programação da festa inclui: feira de produtos da agricultura familiar, apresentação cultural da comunidade do Açude, barraquinhas e lançamento da cartilha Saberes do Cerrado: Comer, Plantar e Colher na Serra do Cipó
Essa cartilha é resultado da pesquisa de doutorado de Emmanuel Duarte Almada e do Projeto Vivendo nos Cerrados Gerais, coordenado por Daya Gloor Vellasco, da Amanu, que, ao longo de alguns anos, trabalharam junto às comunidades do Açude, Capão do Berto, Espada e Xirú registrando alguns de seus saberes, especialmente em relação ao ambiente da Serra e ao uso de seus recursos. A cartilha foi financiada pelo Projeto FLORELOS: Elos Ecossociais entre as Florestas Brasileiras: Modos de vida sustentáveis em paisagens produtivas, desenvolvido pelo Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN e possui o apoio financeiro da União Européia. 
Os colaboradores ganharão uma cartilha e poderão complementar a programação da Festa. Precisamos de colaboradores para a feira de produtos da agricultura familiar; para as barraquinhas, que venderão alimentos arrecadando dinheiro para o Centro Cultural; para desenvolver atividades com as crianças; e estamos abertos à novas sugestões. 
A Festa e o lançamento ocorrerão dia 10/11 às 18hs na comunidade do Espada, em Jaboticatubas/MG. 
Se você tem interesse em participar e ganhar uma cartilha, escreva para associacaoamanu@gmail.com com sua proposta de participação até dia 01/11 para participar da seleção. 
Obrigado!

Última semana: Apóie iniciativa pela agricultura familiar, economia solidária e agroecologia!

Estamos organizando, no Projeto Nessa Terra Tudo Dá, uma visita à Feira de Agricultura Familiar de Minas Gerais - Agriminas. A visita é uma atividade de pesquisa para os 10 grupos de agricultores e agricultoras aqui no município que estão participando do projeto. Estamos estudando com eles possíveis mercados e apoiando sua organização para acessá-los. Por isso, visitar a Agriminas é uma ótima oportunidade para que conheçam as dinâmicas de uma feira, as possibilidades de produtos e apresentação dos mesmos, além de poderem conversar com os agricultores, tirar dúvidas e compartilhar experiências. Sobretudo, saber que é possível. A idéia é, depois, como resultado desse projeto, criar uma feira municipal, gestada pelos agricultores. Todos estão gostando da idéia e acreditamos que essa visita técnica aumentará ainda mais os ânimos.

Organizamos uma comissão composta de 2 coordenadores, 10 educadoras, que são as agentes locais do projeto, e 3 representantes de cada grupo, totalizando 42 pessoas. A FETAEMG está nos apoiando também. Os agricultores arcarão com seu deslocamento ao centro urbano (para algumas comunidades só há o táxi como opção, o que encarece muito) e o Projeto deve arcar com o ôninus Jaboticatubas - BH - Jaboticatubas. Ainda não conseguimos o recurso para isso, já que foi uma atividade extra, proposta pelas agentes locais.

Contribua direto no site da Vakinha, clicando na imagem abaixo:
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Contamos com vocês para fortalecer essa luta pela agricultura familiar, economia solidária e agroecologia!
Nos ajude também a divulgar! Obrigado!

Apoio ao LeCampo/UFMG

Entendendo a Licenciatura em Educação do Campo da UFMG (LeCampo) como uma conquista dos povos do campo e um passo essencial para a construção da educação do campo e do campo que queremos, a Amanu apóia o curso através das seguintes ações:

- Divulgação do curso junto às comunidades rurais (desde 2009). Para tal, a Amanu divulga e explica o curso aos participantes de todos os seus projetos e nos centros urbanos, nos locais mais visitados pelos moradores das áreas rurais;

- Grupo de estudos com os inscritos para o vestibular (2009). Contou com a participação de 5 pessoas e ocorreu com encontros semanais onde as provas antigas foram analisadas;

- Grupo de estudos com os graduandos para leitura e discussão dos textos do curso (2012). Ocorre de 15 em 15 dias, para participar entre em contato através do telefone 9702-9248;

- Divulgação de trabalhos dos graduandos no blog da Amanu, dando visibilidade aos temas e realidades das comunidades rurais do município. Para enviar seu trabalho use o e-mail: associacaoamanu@gmail.com;

- Parcerias com os graduandos e a coordenação na articulação dos trabalhos destes e da Amanu, visando a discussão de temas pertinentes ao campo no município.

Wellington, da comunidade do Lucas, está na Turma de 2010 do LeCampo. Foto de: http://www.lecampo.com.br/
Elisângela e Mariana, da Comunidade do Berto, Thiago, da Comunidade do Lucas, e Débora, da Comunidade de Boa Vista, estão na Turma de 2011 do LeCampo. Foto de: http://www.lecampo.com.br/

Encontros de apresentação do Projeto Nessa Terra Tudo Dá!

A primeira parte do Projeto teve três focos: formação das educadoras para o trabalho com a temática da Agricultura Familiar; apresentação do Projeto para as comunidades, em palestras abertas; incentivo ao uso do material elaborado sobre Agricultura Familiar e ao trabalho com o tema nas turmas do MOVA. 

As apresentações ocorreram de 21.03.2012 a 03.04.2012 nas 10 comunidades rurais onde há turma do MOVA: Barreiro, Capão Grosso, São José da Serra, Mato do Tição, Mato Barreiro, Boa Vista, Capão Clemente, Joana, Curralinho e Capão do Berto. Foram organizadas pela coordenação, as educadoras e os educandos e contaram com lanches feitos pela agricultura familiar, sorteio de rapadurinha, roda de viola, entre outras atrações. Estiveram presentes nesses encontros 360 pessoas, de 20 comunidades.

A palestra se deu com uma conversa que teve como pano de fundo a história da agricultura familiar no Brasil. O objetivo disso foi permitir o entendimento de porque a atividade diminuiu ao longo dos anos no Brasil e por que hoje temos um contexto um pouco diferente, que permite seu fortalecimento. Nesse ponto, foi discutido o Censo Agropecuário da Agricultura Familiar, de 2006, e um vídeo com uma série de experiências recentes com mercados institucionais, informais e formais. Ao longo da conversa sobre a história do Brasil, foi-se fazendo um vínculo com a história da comunidade. Essa estratégia teve como base o conhecimento de que nas comunidades muitos se encontram desencorajados a continuar ou investir nas atividades da agricultura familiar. Dessa forma, a apresentação do projeto deveria ocorrer após possibilitar outra percepção em relação à agricultura familiar, bem mais esperançosa, e a identificação com esse conceito, provocando a valorização dos agricultores e agricultoras. 

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A partir da reunião de formação e do diálogo com os trabalhos em desenvolvimento nas turmas do MOVA-Brasil, as educadoras foram incentivadas a trabalhar a temática da agricultura familiar junto aos educandos. Para tal, foi importante o acompanhamento feito pela coordenação e assessoria do presente Projeto em todas as reuniões de formação das educadoras, que ocorrem semanalmente, e não apenas naquelas em que  projeto seria discutido. A temática também teve repercussão em diálogo com a formação nacional do MOVA que este ano incluiu a questão ecológica e passou para as educadoras o vídeo “O veneno está da mesa” que integra a Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida. Dentro dessa nova perspectiva do projeto MOVA-Brasil, a temática da agricultura familiar ganha importância enquanto proposta de trabalho, pois traz a perspectiva socioambiental para a compreensão das realidades locais. Outro ponto importante de articulação desse projeto com o MOVA-Brasil é o destaque para os trabalhos das turmas que demos durante os encontros, valorizando o trabalho das educadoras e educandos e dando visibilidade a ele perante a comunidade. Assim, algumas pessoas que não estão nas turmas têm se interessado mais em participar do MOVA. 

Até o momento foram trabalhados pelas educadoras nas turmas: atividades relacionando agricultura e alimentação (este último foi tema de trabalho no ano passado); porcentagens, mostrando o índice de contaminação por agrotóxicos em vários alimentos; ações dos agrotóxicos no organismo; doenças que antigamente eram raras e hoje ocorrem com frequência; distribuição de kit de sementes da Emater; incentivo ao plantio de horta; primeiro texto da apostila com o tema: o que é agricultura familiar; discussão do Censo da Agricultura Familiar de 2006. Os recursos utilizados foram: vídeo “O veneno está da mesa”; roda de conversa; debate; leitura de trechos da apostila com os educandos.

Blog da Amanu concorre ao prêmio do GREEN NATION FEST

Nosso blog está concorrendo ao prêmio na Competição de Cinema e Novas Mídias, uma disputa de obras sobre sustentabilidade do GREEN NATION FEST. 

Clique na figura para votar ou indicar:


Atendimento à saúde através de troca


Teve início no centro urbano de Jaboticatubas os atendimentos da terapeuta natural Inez Alvez em regime de troca com os educandos e educadoras do MOVA-Brasil. Essa ação faz parte do projeto Homeopatizando a vida em Jaboticatubas e foi possível através de uma parceria com a Dri Duarte - Beleza e bem-estar.



Abertas inscrições para o Grupo de Alimentos do Cerrado

Estamos recebendo inscrições de interessados em participar do Grupo de Alimentos do Cerrado.

O Grupo de Alimentos do Cerrado é um coletivo coordenado pela Amanu com os seguintes objetivos: (a) pesquisar as plantas do cerrado e seus usos alimentícios; (b) elaborar produtos a partir dessas plantas; (c) divulgar a culinária regional e os debates sobre o tema; (d) apoiar as atividades agroextrativistas de agricultores familiares. Foi criado
a partir da crença de que é preciso retomar alguns bons hábitos alimentares dos brasileiros, melhorando nossa saúde e despertando para uma forma de uso da natureza que contribua para sua preservação e para a preservação das culturas que a preservam.
 
Se você tem interesse em participar, nos envie a ficha de inscrição preenchida para associacaoamanu@gmail.com e aguarde o e-mail de confirmação. 

Contamos com você! Participe!

Início do projeto Nessa Terra Tudo Dá

O projeto Nessa Terra Tudo Dá: Fortalecendo a Agricultura Familiar em Jaboticatubas teve início oficialmente no dia 15 de março de 2012, em reunião com as educadoras no centro urbano de Jaboticatubas.A relaização desse projeto faz parte das estratégias listadas pelo Núcleo após a participação na plenária do Fórum Metrô.

Na reunião, foi votado o nome do projeto, a partir de sugestões de educadoras, educandos e coordenadores; foi definida a estratégia de mobilização para os encontros de apresentação nas comunidades, através de faixas e convites; definido o calendário dos encontros; e discutida a primeira apostila de formação para as educadoras, que trata do conceito de agricultura familiar e acessos à mercados. 

A seleção de textos para a apostila buscou trazer discussões conceituais e históricas, aliadas à relatos de experiências de agricultores. Foram discutidos os seguintes textos:

Índice:

Agricultura familiar no Brasil
2. A agricultura brasileira ontem e hoje [capítulo do texto de Carlos Mazzetto para o Projeto Brasil Sustentável e Democrático]
Comercialização local/regional
Experiências com feiras
Experiência com mercados institucionais: PAA e PNAE
Experiências associativas

Pudemos perceber que as discussões trouxeram temáticas e situações familiares às educadoras, que relataram experiências de suas famílias e comunidades. Muitas das experiências recentes da agricultura familiar, por outro lado, despertaram interesse por serem diferentes das que elas conhecem no município.

A próxima etapa será a apresentação do projeto nas dez comunidades junto às turmas do MOVA, participe!

Centro Cultural Comunitário: Biblioteca e Bazar


1) A biblioteca está organizada e com mais itens, graças às diversas doações. Destacamos, em especial, a sessão de Agroecologia, Agricultura Familiar, Comunidades Quilombolas, Agroextrativismo, Plantas Medicinais e Saúde, para a qual contamos com a colaboração da Associação Amanu, Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas, Instituto Sociedade, População e Natureza, Associação Quilombola do Mato do Tição, e Mandato do Deputado Padre João. Nosso muito obrigado! 

Se sua instituição possui publicações nessa linha ou semelhante, conte com o Centro Cultural para divulgá-la! Basta entrar em contato conosco para buscarmos as doações.

2) O Bazar foi um sucesso na Festa e depois disso passou a ser atividade permanente de arrecadação de recursos para o Centro Cultural. Agradecemos as doações de todas as pessoas e em especial à Inez Alves Dias que, além de sugerir a atividade, em primeiro lugar, faz a ponte entre o Centro Cultural, a Conviver- Saber Social e a Casa do Saber, ambas em Lagoa Santa, que doam itens para o Bazar. Obrigado!

Pólo Estadual do MOVA-Brasil envia ofício reforçando pedido do Núcleo à Prefeitura

À Secretaria Municipal de Educação e à Prefeitura Municipal de Jaboticatubas
C/C à Promotoria Municipal e às turmas do MOVA - Jabotucatubas

Prezados Maria Zélia e Dr. Luiz Mauro,

            O projeto MOVA-Brasil, inspirado no Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos criado pelo educador Paulo Freire, é desenvolvido pelo Instituto Paulo Freire (IPF) em parceria com a Petrobras e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e tem como finalidade promover a dignidade humana por meio de um curso de alfabetização que melhore as condições de participação cidadã, de trabalho e geração de renda, garantindo aos educandos(as) e às comunidades a oportunidade de reconstruir seu destino e de conquistar o direito à cidadania plena e participativa.
Em Minas Gerais o projeto MOVA-BRASIL possui cento e sete (107) turmas distribuídas em vinte e nove municípios no estado. Em diversos municípios contamos com a parceria das prefeituras no transporte das educadoras e/ou educandos: Rio Manso, Santa Maria de Itabira, Bocaiúva, Capitão Enéas, Betim, São Francisco e Montes Claros. No município de Jaboticatubas o projeto MOVA – Brasil, com a articulação da Amanu – Educação, Ecologia e Solidariedade, vai para seu segundo ano de exitoso funcionamento. Nesse ano de 2012 contamos com cerca de cento e setenta e três educandos (173), dez educadoras e dez turmas espacialmente distribuídas no município de forma a garantir o direito à alfabetização de jovens e adultos onde a demanda social assim exigir. As turmas estão localizadas nas seguintes localidades: Capão do Berto, São José da Serra, Curralinho, Comunidade Quilombola Mato Tição, Capão Clemente, Capão Grosso, Boa Vista, Mato Barreiro, Joana e Barreiro.
Nesse momento vivemos uma dificuldade em relação ao transporte dos educandos do projeto. Muitos deles vivem distante dos locais onde funcionam as turmas. Solicitamos a colaboração da Prefeitura Municipal de Jaboticatubas para a garantia de transporte dos mesmos, de acordo com solicitação já enviada pela Amanu. Dito isso, contamos com a parceria, compreensão, sensibilização e cooperação do poder público municipal para com a relevância e o impacto social do Projeto MOVA-Brasil no município de Jaboticatubas.
Agradecemos desde já.
Andréia Sol Cardoso
 Coordenadora - Minas Gerais

Para saber mais sobre o PROJETO MOVA – Brasil veja o site: www.paulofreire.org

Núcleo do MOVA entrega informações solicitadas pela Procuradora Municipal

Em decorrência da carta entregue à Prefeitura, a Procuradora Municipal Dra. Débora, solicitou ao Núcleo maiores informações sobre o Projeto. Abaixo, a resposta do Núcleo:

"Cara Débora,

Enviamos como combinado uma lista contendo o número de educandos inscritos no MOVA em Jaboticatubas, o número dos que freqüentaram as turmas, e o número e nomes de estudantes que concluíram o ano de 2011 e que continuarão estudando conosco. Esse balanço foi realizado no final do ano passado e em nossas reuniões semanais pedagógicas de formação que ocorrem toda sexta na Escola Municipal Geralda Isa. Analisamos que a ausência de transporte que efetivamente atenda ao aluno trabalhador é o principal fator que ocasionou a queda de inscritos no início do ano, de 244 pessoas passamos nos primeiros meses de aula para 155 frequentes. No entanto, e isso é fenômeno comum na Educação de Jovens e Adultos (EJA), ao final do ano apenas 83 pessoas receberam o certificado aprovado pelo MEC/FNDE, ou seja, 34% do total de inscritos, ou, comparando com os que frequentaram em algum momento as aulas, 52,3%. São diversos os motivos que nos levaram e levam a EJA a ter índices tão alarmantes de infrequência: ausência de transporte escolar, descrença sobre a continuidade do projeto, falta de infraestrutura para a acomodação apropriada do educando, métodos inapropriados de alfabetização para adultos, problemas de saúde e dificuldades de locomoção, vergonha do preconceito que existe em nossa sociedade para com o adulto e jovem analfabeto, problemas familiares, cansaço etc. A evasão escolar na EJA é um problema comum e, no caso do MOVA, destacamos os três primeiros fatores: ausência de transporte escolar, falta de infraestrutura e descrença sobre a continuidade do projeto, como principais, pois foram os motivos apontados pelas pessoas para explicar a infrequência.

Acreditamos que neste ano de 2012 poderemos beneficiar mais pessoas em Jaboticatubas, pois o projeto se mantém forte e ganha cada vez mais a confiança das pessoas para nele se inserir e ter a certeza de realizar o sonho de saber ler e escrever com autonomia. Estamos realizando uma pesquisa para levantar mais dados sobre a demanda por alfabetização nas comunidades rurais, e nos 200 questionários até agora aplicados o índice de analfabetismo e analfabetismo funcional chega a 70%, sendo que grande parte destes querem freqüentar o MOVA este ano. Ainda não fechamos as inscrições para este ano, porém, em algumas turmas como Capão do Berto, Mato Barreiro e Capão Grosso, já tivemos procura de 32 pessoas que moram em comunidades vizinhas e que querem participar das turmas, mas para isso precisam de transporte. Sabemos que o mesmo tende a acontecer nas demais turmas.

Vale ressaltar, e desculpe-nos se nos alongamos, mas o MOVA trabalha com uma metodologia de alfabetização inspirada na filosofia da educação da Paulo Freire que preconiza a realidade em que vivem os educandos e educandas como ponto de apoio para o educador pensar o conteúdo a ser utilizado na aprendizagem da língua escrita. O que vem possibilitando a percepção por parte de educadoras e educandos da importância e função que um processo de escolarização pode ter na vida das comunidades, aumentando o engajamento das comunidades para a continuidade das turmas.

Agradecemos a atenção,

Luiz Felipe Lopes Cunha e Daya Gloor Vellasco
Articuladores do Núcleo do MOVA-Brasil em Jaboticatubas"

Núcleo do MOVA em Jaboticatubas entrega carta à Prefeitura

Essa carta faz parte das estratégias listadas pelo Núcleo após a participação na plenária do Fórum Metrô e foi enviada após o Prefeito, durante a cerimônia de entrega de certificados, ter se comprometido em apoiar o projeto.


Jaboticatubas, 19 de janeiro de 2012

Solicitação de transporte dos educandos do MOVA – Brasil

Excelentíssimo Senhor Prefeito Dr. Luís Mauro e demais representantes do poder público,

    Em 2011 foram instaladas em dez comunidades rurais jaboticatubenses turmas de alfabetização de jovens e adultos do projeto MOVA – Brasil, que terão continuidade nesse ano que se inicia. O MOVA – Brasil tem como principal objetivo inserir no mundo da leitura e da escrita jovens e adultos que tiveram seus direitos de aprender a ler e escrever negados. Sabemos, como consta na Constituição Federal, que é direito de todo cidadão ter acesso à educação de qualidade, e que esse direito é condição de possibilidade para o pleno exercício da cidadania democrática. Estamos cientes também das metas previstas no Plano Nacional de Educação – PNE, que visam a erradicação do analfabetismo total e funcional e a inserção dos educandos que vivem no campo em escolas do campo, ou seja, proporcionar um processo de escolarização que esteja vinculado ao ambiente em que vivem os educandos. Em Jaboticatubas, a oferta de EJA – Educação de Jovens e Adultos é pequena e não atende aos educandos das comunidades rurais, já que o transporte teria que ser feito para as áreas urbanas em horário inadequado ao aluno trabalhador. Assim, o MOVA – Brasil vem de forma emergencial atender uma demanda latente no município, estando mais próximo desses educandos e os instigando a continuar os estudos.
    Em Jaboticatubas, o MOVA funciona nas comunidades do Capão do Berto, Joana, Curralinho, Capão Clemente, Mato do Tição, Mato Barreiro, Boa Vista, Barreiro, Capão Grosso e São José da Serra. Em 2011, atendeu 155 educandos, contando com o apoio destes e das associações comunitárias na sua manutenção, pois o deslocamento dos educandos, o prédio onde a turma funciona, a alimentação e diversos materiais necessários às práticas pedagógicas são responsabilidade das turmas e dos parceiros locais. No entanto, o total de pessoas inscritas foi de 244, que acabaram não terminando o ano com a turma, muitas delas devido à dificuldade de deslocamento. Ainda, o Projeto tem possibilidade de atender cerca de 300 educandos, e há pedidos de outras comunidades para que possam também participar das turmas nesse ano de 2012. Sendo assim, para que o Projeto continue e possa oferecer essa oportunidade à mais pessoas, a principal dificuldade é a falta de transporte, o que deixa diversos cidadãos que moram a 5 ou 10 km das turmas sem ter o direito ao acesso a educação garantido. Esse educando trabalhador precisa de um transporte e uma escola que o atenda sem prejudicar seu horário de trabalho, a escola que o MOVA vem tentando garantir, mas a falta do transporte dificulta e muito a garantia do acesso e permanência destes educandos das áreas rurais.
    Por esses e outros motivos é que nós do MOVA – Brasil de Jaboticatubas solicitamos a parceria da Prefeitura de modo a garantir o transporte dos educandos jovens e adultos das áreas rurais de suas comunidades até o local em que funcionam as turmas de alfabetização do MOVA - Brasil. Como as turmas estão instaladas em escolas rurais, igrejas, associações comunitárias e prédios onde funcionavam antigas escolas rurais, acreditamos que o transporte das comunidades do entorno dessas turmas não será oneroso e possibilitará um deslocamento curto para o aluno trabalhador que já tem dificuldades de manter os estudos numa rotina cansativa de trabalho e muitas vezes em idade avançada. Além disso, em várias dessas comunidades já dorme o ônibus escolar que não tem uso noturno, o que facilita o atendimento à demanda das turmas do MOVA.
    Para que esse transporte seja de fato acessível precisamos: de transporte no entorno às turmas (num raio de 10 km em relação a cada turma), que leve os alunos para as aulas entre 18:00 e 19:00 horas, e retorne com eles entre 21:00 e 22:00 horas (pois o horário de funcionamento das turmas é flexível e pode variar para melhor atender o educando).
    Acreditamos que o Poder Público tem interesse em atender aos direitos públicos de seus cidadãos, fazendo valer o acesso e a permanência dos cidadãos do campo de Jaboticatubas ao ensino de qualidade. Dessa forma, agradecemos a atenção e esperamos que a Prefeitura estude meios de firmar essa parceria, seja adicionando o pedido à licitação do transporte escolar, seja via parceria com entidades devidamente registradas que fazem parte do MOVA ou de alguma outra forma que seja legalmente possível.
Atenciosamente,
Educandos, educadoras, coordenadores, articuladores e parceiros do MOVA – Brasil de Jaboticatubas.

Para maiores informações sobre o MOVA – Brasil visite: www.associacaoamanu.blosgpot.com ou www.paulofreire.org e procure os materiais organizados pelo Núcleo Jaboticatubas já entregues à Prefeitura, como o Vídeo “Velho é o mundo”.